Quando investigar vira exceção
Os documentos da Receita Federal levados à CPI do Crime Organizado comprovaram as informações que já eram graves: transferências de R$ 80 milhões do Banco Master ao escritório da esposa de Alexandre de Moraes. Não podem usar mais a desculpa de narrativa política, são dados oficiais que exigem uma apuração rigorosa e imediata.
O que se vê, porém, é o oposto. O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, que deveria liderar esse processo de esclarecimento, anuncia que vai encerrar a CPI sob o argumento de que estamos em um ano eleitoral. Trata-se de uma inversão inaceitável de prioridades. A lógica implícita é clara: a conveniência política fala mais alto do que o dever constitucional de fiscalizar. Quando o calendário eleitoral serve de desculpa para interromper investigações, abre-se espaço para a institucionalização da impunidade.
O que está em jogo não é apenas mais um escândalo, mas a própria........
