O que o Brasil precisa aprender com a guerra contra o narcotráfico
Recentemente, participei do Miami Security Forum, evento organizado pela Heritage Foundation, que reuniu lideranças das Américas para debater o futuro da segurança no nosso hemisfério. Voltei dessa imersão com uma convicção incômoda, mas urgente: o narcotráfico deixou de ser um "caso de polícia" isolado para se tornar uma força transnacional, armada e sofisticada, que ataca diretamente o coração das nossas pátrias.
O que testemunhamos hoje não é apenas criminalidade comum; é um eclipse da soberania nacional, promovido por estruturas que se comportam como verdadeiros exércitos inimigos, terroristas em suas ações previamente orquestradas.
Não estamos lidando com amadores. Esses grupos operam com a precisão de multinacionais, capturam territórios inteiros e infiltram-se nas instituições com um poder financeiro que desafia a autoridade do Estado.
O avanço dessas organizações representa, hoje, um dos maiores desafios à estabilidade regional, pois elas exploram nossas fronteiras extensas e fragilidades institucionais para assumir características típicas de organizações terroristas.
O uso sistemático da violência, da intimidação e do controle territorial são as assinaturas de um poder que não respeita bandeiras
O uso sistemático da violência, da........
