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A cobra trocou de pele? O Centrão e a nova direita no Brasil

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thursday

Essa é a grande dúvida que assombra praticamente todos os eleitores da direita, cujo número só cresce desde 2014. Há muita incerteza sobre se Jair Bolsonaro ou seu indicado poderão representar a direita no próximo pleito de 2026. Nesse vácuo, vemos diversas alternativas se apresentando como candidatos da direita e buscando os votos desse eleitorado.

No entanto, essas novas opções contam com apoio massivo dos pilares do Sistema: partidos do Centrão, membros do Judiciário, mídia tradicional e estrategistas da esquerda.

Questionamos: por quê? A resposta é simples: esses candidatos vêm para dar continuidade ao Sistema. Para obter amplo apoio de todos esses componentes, certamente não promoverão e implantarão reformas profundas de que o Brasil tanto necessita. Mexer com os pilares do Sistema é proibido, e talvez esse seja o acordo tácito — ou até negociado — que existe entre eles.

Na verdade, o Sistema, como toda cobra, precisa trocar a pele de tempos em tempos. Precisa dar cara nova ao velho regime para sobreviver. Os candidatos permitidos pelo Sistema trazem consigo uma roupagem diferente e podem até fazer mudanças visíveis, como retirar a esquerda do governo, melhorar a segurança pública e a economia. Para muitos da ala da direita, isso já basta. Mas, acredite, no contexto do real problema, isso é mero verniz.

Na Europa, ela não existe mais como força política relevante. No século 20, ideias de estatização, sindicalização, reforço de leis trabalhistas e taxação crescente ainda estavam em voga.

Hoje, não há mais aderência a esses antigos ideais de esquerda; todos eles morreram. Lá, representam menos de 10% do eleitorado, em média. Aqui, a tendência é semelhante. O atual governo do Brasil sempre perde quando resolve implementar qualquer........

© Gazeta do Povo