A Venezuela, o petróleo e a ‘Doutrina Donroe’
Marco Rubio fez uma declaração interessante após a captura (é captura mesmo, não sequestro, porque se trata de um criminoso) de Nicolás Maduro:
“Não precisamos do petróleo da Venezuela. Temos petróleo de sobra nos Estados Unidos. O que não vamos permitir é que a indústria petrolífera da Venezuela seja controlada por adversários dos Estados Unidos… Por que China, Rússia e Irã precisam do petróleo venezuelano? Eles nem sequer estão neste continente. Este é o Hemisfério Ocidental, é onde vivemos, e não vamos permitir que se torne uma base de operações para adversários, competidores e rivais.”
Essa fala não é uma análise econômica, mas política e estratégica. Ela sinaliza que a captura de Maduro vai muito além da punição a um regime autoritário ou da defesa de direitos humanos. Esses elementos servem, é claro, como legitimação moral, mas a essência da operação foi geopolítica: seu objetivo era conter a consolidação de um eixo antiamericano na América Latina, o que representaria uma ameaça direta aos interesses dos Estados Unidos.
Nesse sentido, a fala de Rubio representa a reativação explícita da © Gazeta do Povo





















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