Mercado de carbono: tempestade à frente
O mercado de emissões de carbono, até agora a maior conquista da indústria do catastrofismo climático, enfrenta fortes ventos que tendem a converter-se numa tempestade das grandes, como mostram as reações cada vez mais enfáticas dos industriais da Europa.
A União Europeia (UE) foi a pioneira no segmento, com o seu Emission Trading System (ETS), em vigor desde 2005. O sistema estabelece cotas de emissões de gases de efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO₂), para as empresas de vários setores, que recebem certificados de emissões para cada tonelada de CO₂ equivalente emitida. Como muitas empresas ultrapassam as cotas estabelecidas, elas precisam comprar, no mercado de carbono, certificados de emissões de empresas que não atinjam as respectivas cotas.
O ETS abrange cerca de 40% das emissões da UE e inclui a indústria pesada, usinas elétricas e, mais recentemente, o transporte marítimo. A partir de 2027, pretende-se estendê-lo a outros setores, inclusive o transporte rodoviário e os edifícios comerciais e residenciais.
Porém, a pretensão de liderar o mundo no “combate” às mudanças climáticas está cobrando um alto preço da indústria europeia, obrigada a incorrer em custos que têm influenciado negativamente a sua competitividade nos mercados internacionais.
Desde a década de 2010, os preços dos certificados dispararam, saltando da casa de €10 por tonelada para cerca de €80 atualmente.
Por isso, o ETS........
