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O cheiro de naftalina no discurso antiamericano de Zé Dirceu

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24.03.2026

“O Brasil governado por Flávio Bolsonaro será governado pelo Trump e pelos interesses dos Estados Unidos. O que está em jogo (nesta eleição) é a soberania do Brasil.”

A afirmação de José Dirceu, ex-presidente do PT, ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato a deputado federal, feita na semana passada durante a comemoração de seus 80 anos, diz muito sobre qual deve ser o tom da campanha do partido, em especial a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no pleito de outubro.

Não fosse pela menção a Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, a impressão de quem ouve a fala do líder petista seria de que ele tirou uma roupa velha, com cheiro de naftalina, do armário. Ou de que entrou no túnel do tempo e voltou aos anos 1950 e ao início da década de 1960, quando o antiamericanismo, o anti-imperialismo e o nacionalismo recheavam o discurso da esquerda no Brasil e no mundo.

Só faltou Zé Dirceu – que prepara seu retorno à vida política 21 anos após ser condenado no escândalo do mensalão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) – bradar o lema “yankees go home”, que amalgamava a turba na época.

Qualquer cidadão comprometido com a democracia e o respeito aos direitos individuais sabe para que lado sopram os ventos da liberdade. Zé Dirceu, Lula, o PT e seus aliados fizeram sua escolha, ao se alinhar com regimes tirânicos e ressuscitar o discurso antiamericano do século passado

Qualquer cidadão comprometido com a democracia e o respeito aos direitos individuais sabe para que lado sopram os........

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