O PL da Misoginia, o “vai Brasa” e a politização de tudo
Não temos um segundo de paz. Meses atrás, surgiu o boato sobre a camisa vermelha da seleção de futebol – primeiro, disseram que era fake news; depois, soube-se que a ideia de fato havia sido considerada. Agora, nosso uniforme para a Copa será amarelo, mas botaram nele um “Brasa”. Uma história tão mal contada que é difícil acreditar que seja um erro casual, e que não haja alguma loucura por trás, ainda mais com o histórico da camisa vermelha.
Depois, na onda de vários casos recentes e de grande comoção envolvendo homicídios e estupros, veio o PL da Misoginia. É um perfeito exemplo de “panic legislation”: uma legislação aprovada no calor de um grave evento, e que geralmente não ataca na raiz do problema. Como se estupros e homicídios fossem consequência da misoginia! Os mesmos que desejam prender os outros por falas são os que defendem o tempo todo a soltura de quem mata e estupra. O objetivo é colocar todos contra todos, um contra o outro.
Quando temos uma legislação que endurece as penas contra a “misoginia” e ao mesmo tempo redefine o conceito de mulher, podemos ter certeza de que o objetivo real é este último, não aquele primeiro. Um verdadeiro “jabuti”, como se chamam os incisos inseridos em um projeto maior e que nem sempre têm........
