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Regionalização? Antes do sim e do não, respondo “depende”

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07.08.2026

Entre a (minha) Rua da Arrifana e o Terreiro do Paço, a distância política é muito maior do que a geográfica. Foi por isso que li com atenção o manifesto «A regionalização não pode ser tabu», subscrito por vinte e cinco jovens, alguns dos quais conheço. Partilho a inquietação: Portugal concentra oportunidades, serviços e decisões, enquanto pede aos mesmos territórios que esperem. Ao reabrirem uma conversa adiada, fizeram bem.

Por levar esta inquietação a sério, não respondo à regionalização com uma palavra de ordem. Portugal é país uno e não vive a questão identitária espanhola, mas a unidade não significa uniformidade nem exige que todas as decisões tenham a mesma morada. O meu “depende” não é uma resposta de algibeira e muito menos uma hesitação: depende do mapa, das competências, do financiamento e do que desaparece quando outras estruturas forem putativamente criadas. O centralismo é um facto, a regionalização uma hipótese, e reconhecer o primeiro não basta para aceitar qualquer forma da segunda.

A cautela quanto à solução não enfraquece o mesmo diagnóstico: conheço o centralismo paralisante que vivemos. Pela regra urbana imposta à freguesia rural, pela autarquia com responsabilidades antes dos meios ou pelo cidadão enviado de porta em porta. Vi decisões técnicas ignorarem a vida das comunidades, para depois, quando um território perde serviços, transportes e........

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