O Roblox entra pelo recreio
No quarto está o ecrã. E o ecrã traz para dentro de casa todos os estranhos do mundo.
“Queres que te conte o que vi no Roblox?”
A frase é de uma menina de onze anos. Não tem telemóvel. A mãe falou, explicou, decidiu com ela. A regra durou até ao recreio.
Esta semana, a mãe descobriu que a filha tinha acesso ao Roblox. Descobriu da pior maneira possível. Apanhou-a a descrever a uma colega, numa casa de banho da escola, cenas de violência sexual simuladas em jogos catalogados como adequados a todas as idades.
Onze anos. Pelo telemóvel de uma colega na escola. Conta aberta em casa de uma amiga. Avatar, chat, Robux gastos no cartão da mãe da amiga.
A mãe pediu reunião à direcção da escola. Pediu que se discutisse uma posição comum no conselho de turma sobre dispositivos. Resposta da escola: matéria privada de cada família.
Pediu então a quatro mães. Duas não responderam. Uma disse que era exagero. A última disse que ela é que era estranha por privar a filha. Sozinha. A filha, na prática, com acesso a tudo.
Não é um jogo. É uma........© Expresso
