Quando a enxaqueca nos rouba a liberdade
Desde pequena, eu já sabia o que era ter de parar por causa de uma dor de cabeça. O que eu não sabia era que aquela dor iria acompanhar-me durante muitos anos — nem que demoraria até aos 24 anos para perceber, finalmente, que tinha um nome: enxaqueca.
Quando olho para trás, há uma coisa que me custa particularmente: perceber como é fácil uma criança aprender a conviver com aquilo que os adultos à sua volta não reconhecem.
Eu tinha dores de cabeça desde muito pequena. Sentia-me mal, não me sentia como as outras crianças e, muitas vezes, as minhas queixas não eram valorizadas. Acabei por aprender a conviver com a dor, com a vergonha de nunca me sentir verdadeiramente bem e com a sensação de que talvez o problema estivesse em mim. Só muito mais tarde percebi que não estava.
Tinha enxaqueca.
É também por experiências como a minha que a MiGRA Portugal lança agora a campanha “A enxaqueca é uma prisão”, para chamar a atenção para o impacto desta doença e para a........
