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Quando a enxaqueca nos rouba a liberdade

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11.09.2026

Desde pequena, eu já sabia o que era ter de parar por causa de uma dor de cabeça. O que eu não sabia era que aquela dor iria acompanhar-me durante muitos anos — nem que demoraria até aos 24 anos para perceber, finalmente, que tinha um nome: enxaqueca.

Quando olho para trás, há uma coisa que me custa particularmente: perceber como é fácil uma criança aprender a conviver com aquilo que os adultos à sua volta não reconhecem.

Eu tinha dores de cabeça desde muito pequena. Sentia-me mal, não me sentia como as outras crianças e, muitas vezes, as minhas queixas não eram valorizadas. Acabei por aprender a conviver com a dor, com a vergonha de nunca me sentir verdadeiramente bem e com a sensação de que talvez o problema estivesse em mim. Só muito mais tarde percebi que não estava.

Tinha enxaqueca.

É também por experiências como a minha que a MiGRA Portugal lança agora a campanha “A enxaqueca é uma prisão”, para chamar a atenção para o impacto desta doença e para a........

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