Pedro Sánchez é uma vergonha para os socialistas europeus
Na passada semana, o Ateneo de Madrid convidou Felipe González para a sua charla semanal. O antigo presidente do governo espanhol (1982-1996) surpreendeu, mais uma vez, pela sua clareza, pela sua capacidade de ler o mundo atual e o que teremos nas próximas décadas, mostrou que continua a ser uma referência da social-democracia.
Analisando a vida política do país vizinho, não surpreendeu quando afirmou que, se o PSOE reconfirmar Pedro Sánchez como candidato a um novo mandato à frente do governo, ele votará em branco. González asseverou que nunca votará em qualquer outro partido, mas não poderá votar em alguém que usa o poder a partir de uma visão peronista, e que, com o atual líder socialista, “Espanha não funciona e converteu-se num bibloquismo autoexcludente” que deixou de resolver os problemas do país.
González indica como pecado mortal o facto de Sánchez se ter mantido na governação, depois de ter perdido as eleições, com o apoio dos “etarras” assassinos, ter criado um grave dano na relação com as autonomias tratando-as de forma completamente diferente entre elas e valorizando orçamentalmente, e em novas competências políticas, a Catalunha e o País Basco.
Não deixa de ser duro com a anarquização da relação institucional que se confirma na forma como passou a ser tratado o poder judicial, ou como, pela primeira vez na........
