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Coimbra não pediu um lugar no espaço. Construiu-o

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10.08.2026

Em 1998, uma empresa nascida em Coimbra vendeu software à NASA. Chamava-se Critical Software, tinha meia dúzia de engenheiros e um escritório emprestado. Ninguém escreveu que era o princípio de algo. Vinte e oito anos depois, o setor espacial da nossa região fatura 25 milhões de euros, emprega 350 profissionais qualificados, mantém mais de 100 projetos de investigação ativos, participa em nove missões espaciais internacionais e soma mais de 100 parcerias internacionais.

Não é uma promessa, são factos. Este património cresceu sem que ninguém o tratasse como um todo: empresas de referência, uma universidade de excelência e um centro de inovação com incubação da Agência Espacial Europeia (ESA). Nunca faltou competência. O que faltava era coordenação, escala e uma estratégia comum. A 29 de junho, no Convento de São Francisco, onze entidades assinaram o memorando de entendimento que criou a “Coimbra Supernova”.

Na astrofísica, uma supernova é a explosão colossal de uma estrela que liberta uma quantidade formidável de energia e espalha pelo universo os elementos essenciais para a formação de novos corpos celestes. É precisamente essa a ambição deste ecossistema: catalisar o talento e a tecnologia da região numa explosão de inovação e valor, capaz de dar origem a novas empresas, empregos e soluções globais.

Este memorando é o........

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