Eleições em modo de crise
O quadro de candidaturas a presidente é revelador de vários componentes da crise do presidencialismo de coalizão que se instalou a partir do governo Bolsonaro. Dos 13 candidatos homologados pelas convenções de seus partidos, apenas quatro terão tempo de TV no horário eleitoral, Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. Os outros nove não compartilham do fundo eleitoral, nem têm tempo na TV, calculado com base na representação eleita no ano anterior. Como não elegeram bancada, não recebem recursos e mídia para a campanha.
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Dificilmente terão quantidade significativa de votos ou ficarão mais conhecidos pelo eleitorado. Fator-chave da crise do presidencialismo de coalizão, as emendas parlamentares cresceram com o orçamento secreto negociado por Bolsonaro com o então presidente da Câmara, Arthur Lira. As emendas, que chegam a quase R$ 60 bilhões, e os fundos partidário e eleitoral, que somam R$ 6,2 bilhões, dão aos parlamentares autonomia em relação ao Executivo para irrigar seus redutos. O resultado foi a redução dos incentivos para apoiar candidatos à Presidência e participar da coalizão de governo.
A proibição de coligações proporcionais impediu os partidos sem força eleitoral de se aliarem a partidos maiores para........
