Mais do mesmo na decisão do Copom de reduzir a Selic a 14,50% ao ano
O Comitê de Política Monetária (Copom) entregou o esperado, mas não o desejado por todos, ou quase todos. Ao reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,50% ao ano, o Banco Central sinalizou que, embora o ciclo de queda continue, o ritmo ainda está bem ajustado. A avaliação agora se divide entre a leitura técnica de uma “calibragem” necessária vista pelo mercado financeiro e o grito de alerta do setor produtivo, que vê o custo do capital em níveis proibitivos.
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Para quem vive o dia a dia do mercado financeiro, o comunicado trouxe poucas surpresas, mas leituras distintas nas entrelinhas. Para Marcos Freitas, analista macroeconômico da AF Invest, o tom do comunicado veio sutilmente mais "suave" (dovish), não pelo que foi dito, mas pelo que ficou de fora: esperava-se uma postura mais agressiva diante do choque do petróleo, o que não ocorreu. Já para Jucelia Lisboa, economista e sócia da Siegen Consultoria, o movimento do BC pode ser visto como uma “calibração técnica”. Para ela, o cenário externo – inflamado pelo conflito no Oriente Médio – exige que o BC preserve o viés restritivo para evitar sobressaltos inflacionários, mesmo com o real demonstrando certa resiliência recente.
O economista-chefe, estrategista de investimentos e co-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, disse que o comunicado do BC traz um sopro de........
