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Longe de Lula, perto de Flávio, as classes médias e a maldição da Chauí

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16.04.2026

Desde o golpe de 1964, a esquerda brasileira tem dificuldade de compreender o comportamento das classes médias na política. À época, a deriva à direita desses segmentos da população deu base social ao golpe militar, inviabilizando qualquer resistência do governo João Goulart. Também foi o apoio das classes médias, devido ao chamado “milagre econômico, que garantiu o grande respaldo obtido pelo governo do general Emilio Médici na sociedade.

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A volta do pêndulo se deu apenas em 1974, em consequência do primeiro choque do petróleo, do fracasso econômico do general Ernesto Geisel e da alta de inflação, que atingiu indistintamente a grande massa de assalariados, inclusive os de classe média. O resultado foi uma surra do MDB no partido do governo, a Arena, em novembro daquele ano. Historicamente, a noção de “classes médias”, no plural, é central para compreender a política brasileira.

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, que mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 42% e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 40%, empatados tecnicamente em um eventual 2º turno das eleições 2026. É a primeira vez na Quaest que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ultrapassa Lula numericamente, embora em empate técnico. Na pesquisa anterior da Quaest, o percentual era de 41% cada. A vantagem do........

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