Antes de tudo, o escândalo bilionário do Banco Master é caso de polícia
A politização do caso Banco Master, que mudou seu eixo para disputas institucionais, alegações de perseguição ou conflitos entre Poderes, é uma estratégia de defesa dos envolvidos que tem certa eficácia nos tribunais superiores do país, como um dos efeitos colaterais da chamada “judicialização da política”, protagonizada pelo Supremo. Entretanto, já não é possível volatilizar o ponto central evidenciado pelas investigações: o que está em apuração são crimes tipificados na legislação penal e financeira brasileira, com indícios relevantes de violação ao Sistema Financeiro Nacional e de lesão direta ao patrimônio público e privado.
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Trata-se, antes de tudo, de um caso de polícia, que deve ser tratado com investigação técnica, contraditório e responsabilização individual, nos estritos termos do devido processo legal. Cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF), arrastado para a politização do escândalo financeiro, restabelecer essa centralidade. Lavagem de dinheiro, organização criminosa, gestão fraudulenta e temerária, estelionato, falsidade documental, evasão de divisas e apropriação indébita são tipos penais objetivos, dependem de provas, perícias e decisões judiciais fundamentadas para serem devidamente esclarecidos e seus responsáveis punidos.
Com a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, sob supervisão do........
