A "química" entre Lula e Trump na Casa Branca funcionou mais uma vez
Apesar do cenário glamouroso da Casa Branca, o cardápio do almoço entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump foi quase um feijão com arroz. Após a conversa formal entre ambos, os dois almoçaram salada de alface-romana com jicama (uma espécie de nabo mexicano, antioxidante, rico em vitamina C, E, selênio e betacaroteno), gomos de laranja, abacate com molho cítrico. O prato principal foi bife grelhado com purê de feijão-preto, mini pimentões-doces e relish de rabanete com abacaxi. De sobremesa, pêssegos caramelizados e torta de panna cotta com mel, acompanhados de sorvete de crème fraîche. Trump dispensou a laranja, como fizera com os temas mais polêmicos das relações entre os dois países.
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O almoço serve de alegoria do encontro, que marcou uma inflexão importante nas tensas relações entre a Casa Branca e o governo brasileiro. Não é pouca coisa, depois de meses de fricções diplomáticas, agravadas pelo tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, pelas sanções contra autoridades nacionais e pela aproximação do trumpismo com o bolsonarismo. Com a reunião, por ora, política externa voltou ao terreno do pragmatismo. A química pessoal entre os dois líderes funcionou melhor do que se imaginava: os temas mais explosivos foram cuidadosamente evitados ou empurrados com a barriga, e o resultado político foi amplamente favorável ao Palácio do Planalto.
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