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A marcha da insensatez da chantagem nuclear entre Putin e Zelensky

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27.08.2026

A Guerra do Peloponeso começou em 431 a.C. como uma disputa pela hegemonia do mundo grego e terminou, 27 anos depois, com a derrota de Atenas, o esgotamento de Esparta e o enfraquecimento de praticamente todas as cidades-estados envolvidas. Segundo Tucídides, o crescimento do poder ateniense e o medo que isso despertou nos espartanos tornaram o confronto inevitável. A guerra resultou de decisões equivocadas, alianças automáticas, cálculos errados.

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Os governantes foram incapazes de interromper a escalada. A desastrosa expedição ateniense à Sicília selou o destino da guerra. Apesar dos riscos, os dirigentes de Atenas enviaram uma grande força militar para conquistar Siracusa. Foi uma catástrofe: a frota foi destruída, milhares de soldados morreram ou foram escravizados e Atenas perdeu a capacidade de sustentar sua hegemonia. Entretanto, a vitória final de Esparta também foi efêmera. Décadas depois. a Grécia fragmentada e exaurida acabou submetida à Macedônia de Felipe II.

A guerra da Ucrânia repete essa lógica da autodestruição. A invasão ordenada por Vladimir Putin, em fevereiro de 2022, violou a soberania ucraniana e desencadeou o maior conflito europeu desde a Segunda Guerra Mundial. Desde então, cada lado procura melhorar sua posição antes de negociar, como se uma nova ofensiva, um ataque mais profundo ou uma arma mais poderosa pudesse finalmente desequilibrar o........

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