A Renascença do Centro de BH
Quem caminha pelo Centro de Belo Horizonte costuma andar com pressa, imerso, de forma automática. Quando se está dentro de um ônibus, a paisagem é apenas um pano de fundo barulhento na luta contra o relógio e o destino, muitas vezes imersos numa tela. Para o pedestre, o ruído dos carros e dos ônibus, o vaivém frenético nas calçadas sob o olhar do Pirulito da Praça Sete.
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Mas experimente, por um instante, desacelerar o passo. Não muito, apenas um pouco. Mude o ritmo e pratique o que a psicologia ambiental chama de “mindful walking”, ou o caminhar consciente. Ao invés de andar freneticamente, apenas mirando o destino, experimente prestar atenção à paisagem, prestar atenção às pessoas com quem se cruza, e a observar as árvores, prédios, suas portas, as lojas, cafés e restaurantes. Experimente levantar os olhos para a nossa paisagem urbana.
O Hipercentro deixa de ser um mero labirinto de asfalto e se revela um poderoso tônico para a nossa saúde mental.
Não se trata de romantismo bobo; é ciência pura. Estudos de neuroimagem de universidades como Stanford e artigos do Journal of Environmental Psychology........
