Parcelar a vida virou necessidade? Crédito chegou em serviços essenciais
Por Isabel Gonçalves
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O brasileiro ama parcelar compras. A diferença é que, cada vez mais, o crédito está deixando de ser usado só para comprar bens maiores e chegando às contas essenciais. Hoje, já tem gente dividindo no cartão gastos como supermercado, conta de luz, gasolina e até a fatura.
Quando despesas básicas começam a depender de crédito para caber na renda, significa que o parcelar ficou automático demais. E, quando você para e percebe quanto da sua renda já está comprometida nos meses seguintes, é que bate o desespero. Saiba como identificar quando vale a pena parcelar ou não.
Como não se afundar nas dívidas
Vamos direto ao ponto. Para te ajudar, temos um exemplo real de como o parcelamento pode virar uma bola de neve. Conheça a fatura da Júnia.
Ainda em dezembro, com as festas de Natal e Ano Novo, ela gastou no cartão e parcelou, pensando que seriam poucas parcelas em um valor baixo. O ano virou, a vida aconteceu e ela teve que gastar com o pagamento anual do seguro do veículo, compras do supermercado e, em um momento de impulsividade, esvaziou o carrinho da Shopee.
A fatura final foi de apenas R$ 721. “Dá para pagar”, ela pensou. O limite utilizado pelos parcelamentos foi de R$ 3.156. Em fevereiro, Júnia teve que gastar com o filho. Material escolar, uniforme. Além disso, ela resolveu tirar a promessa do papel e assinou academia. Acontece que os gastos pesaram, e a Júnia fez um Pix parcelado para pagar a fatura.
Março veio acompanhado daqueles gastos que nunca pedem licença. O celular da Júnia queimou de vez e ela teve que trocar às pressas. Como acontece com muita........
