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O que é, o que é, meu irmão?

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19.02.2026

As pessoas ainda estavam se aglomerando diante do palco quando o violão, o cavaquinho e o pandeiro marcaram o início do show. “Malandro, eu ando querendo falar com você/Você tá sabendo que o Zeca morreu/Por causa de brigas que teve com a lei?”, conversa o samba de Jorge Aragão, na voz do mestre e cardiologista Carlão. O público se agita, canta junto, samba no pé aproveitando os últimos espaços disponíveis. Entre eles, um grupo é pura exuberância, velhos amigos que se reúnem uma vez mais nas ruas de Diamantina, sob a assinatura do Becudos do Mota. Mais de 40 anos de carnaval, iniciados na adolescência de cada um deles. “Valeu, Bolão”, gritam no curto intervalo entre as músicas, agradecendo aquele que esteve na fundação da batucada.

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“A amizade, nem mesmo a força do tempo irá destruir/Somos verdade/Nem mesmo este samba de amor pode nos resumir”, celebram os Becudos, entreolhando-se como quem rememora muitas histórias. O público já toma a rua em frente ao palco, saltitando ao ritmo crescente do surdo e do repinique.........

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