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Anos atrás vi um espetáculo inesquecível, estrelado por Paulo Gracindo e Clara Nunes, ambos brilhando agora no firmamento da arte nacional. Chamava-se "Brasileiro, profissão esperança", texto de Paulo Pontes e direção de Bibi Ferreira, em homenagem a Dolores Duran e Antônio Maria – todos eles astros do estrelado céu dos nossos talentos.
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Mas me apego aqui ao título, que reconhece nele, o brasileiro, a esperança como pulsão de vida. A tal ponto que a exercita como uma profissão, com a qualificação de quem não espera acontecer. E o digo assim, menos na condição revolucionária de quem sabe e faz a hora – seguindo o fluxo do belo poema de Geraldo Vandré.
Não me refiro à realização extraordinária, com aspiração ao heroísmo, mas à capacidade de fazer a hora presente, sendo o que é na luta diária da vida e suas dificuldades, de acordo com as crenças que nele subsistem, mesmo inconscientemente. Ser brasileiro é uma arte diurna e noturna, mas com retorno a longo prazo.
Dito tudo isso, fui varrido pela esperança (como quem diz desencostado do lugar de preguiça para um outro de cruzamentos e travessias) ao terminar a leitura do livro "Brasil no espelho – um guia para entender o Brasil e os brasileiros", de Felipe Nunes, PhD em ciência política e fundador da........
