Todos querem tirar uma casquinha
Sempre que penso em creme brulée, me vem à cabeça a cena inesquecível do filme “O fabuloso destino de Amélie Poulain”. Enquanto o narrador apresenta a protagonista, ela aparece na tela com um olhar travesso e uma colher na mão, preparando-se para quebrar a crosta de açúcar queimado em cima do doce. A sequência ilustra a busca daquela francesa solitária por pequenos momentos de prazer na vida.
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Irresistíveis, manteigas ganham sabor ao se juntar a outros ingredientes
Esse foi o meu primeiro contato com o creme brulée. Mais ainda, Amélie Poulain me abriu as portas para o fantástico mundo da confeitaria francesa. Naquela época (estamos falando de 25 anos atrás), não era uma frequentadora de restaurantes e só queria comer chocolate. Mas lembro bem que, um belo dia, me dei conta de que o doce estava em todo cardápio na cidade. E virou um pedido obrigatório.
Amélie Poulain tem toda razão. É realmente uma delícia dar aquelas batidinhas na superfície e ouvir o som da camada de........
