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Por onde caminhará Pacheco?

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 A rejeição pelo Senado Federal da indicação do Advogado-Geral da União Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) traz, por desdobramento, duas indagações que terão repercussão sobre a sucessão presidencial. A primeira: como evoluirá o relacionamento político entre o presidente Lula (PT) e o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), que se dobrou à base da direita bolsonarista para derrotar o “terrivelmente evangélico” Messias?

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No complexo arranjo de alianças, dessa operação, balança o que ainda resta de nossa democracia. Especula-se, também, que desse processo participaram ministros do STF. De um lado, o “irmão de fé”, André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro (PL), apoiou publicamente Messias. Do outro lado, com Alcolumbre, estaria algum ministro? Como em toda derrota, – e esta resulta de uma conjunção de fatores da conjuntura eleitoral – buscam-se culpados.

Lula apoia Pacheco, mas veto a Messias ameaça aliança em Minas Gerais

A segunda pergunta posta com consequências para a sucessão presidencial diz respeito à sucessão ao governo de Minas Gerais. Embora o senador Rodrigo Pacheco (PSB) tenha feito diversos gestos públicos em apoio à indicação de Jorge Messias, ele integra o núcleo duro do grupo político de Alcolumbre. Eventual consolidação de uma ruptura política entre o presidente da República e o presidente do Congresso Nacional afetaria a decisão de Rodrigo Pacheco em Minas?

Há mais de um ano Lula tenta convencer Pacheco a liderar o seu campo político no estado, concorrendo ao Palácio Tiradentes.........

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