O sintoma Messias e a doença da República
Se nesta sociedade polarizada e sem maioria legislativa, a relação entre o Executivo e Congresso Nacional foi tensa desde o primeiro dia do mandato de Lula, a menos de seis meses das eleições presidenciais, foi aberta uma crise entre Poderes sem precedentes na história republicana. Em meio ao Caso Master e à campanha da oposição para arrastar o Supremo Tribunal Federal (STF) ao centro da sucessão presidencial, 2026 já não parece tão distante dos primórdios da República Velha: o país que ali nascia se encontrava mergulhado em severa crise institucional, com as forças internas em luta pela acomodação nas estruturas de poder que se formavam. Assim está o Brasil, se arrastando pela última década: atores e instituições perdendo referências de seus deveres e papéis republicanos.
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À frente da “República da Espada”, o Marechal Floriano Peixoto, que assumira com a renúncia do Marechal Deodoro da Fonseca menos de dois anos após a proclamação da República, lidava com a contestação de sua legitimidade, a Segunda Revolta da Armada e a Revolução Federalista. Mas isso não era tudo. Interesses conflitantes das oligarquias, forças militares e movimentos sociais se confrontavam desde a elaboração da primeira Constituição republicana, de 1891. Naquele 1894, Floriano Peixoto teve rejeitadas cinco indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF). Coisa que não aconteceria novamente nos próximos 132 anos.
Desde que se tornou República, o Brasil viveu vários golpes, contra-golpes, fechamentos de Congresso e intervenção no STF. Em........
