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O Mar, o rochedo e as franjas de 2026

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28.05.2026

 Com ou sem Daniel Vorcaro, a sucessão presidencial de 2026 tem uma característica consolidada. O lulismo vai de Lula. O bolsonarismo vai de Bolsonaro, digo de Flávio. Tentando se apresentar ao meio – sem sê-lo –, os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) se aproximam, depois de orbitarem o bolsonarismo e, no caso do Novo, de se tornar também uma espécie de “linha auxiliar”. Depois dos áudios de Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro, eles compreenderam algo que os especialistas já sabiam: a bolha do bolsonarismo que sustenta a candidatura do filho 01 não é permeável a qualquer informação factual. Tudo o que lhe causa dissonância cognitiva – como a voz do senador pedindo dinheiro ao ex-banqueiro – gera incômodo e, por isso, não é processado “in natura”. Mas antes, é ressignificado.

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Os pontos que Flávio perdeu foram entre eleitores não polarizados. Manteve-se competitivo na disputa – embora enfraquecido diante de um Lula, neste momento, sobre instável favoritismo. Flávio segue sem o “encantamento” da roupagem do “Bolsonaro jovem e moderado”. O senador e seu entorno usam os dias que os separam da Copa em operação de contenção de danos: foto com Donald Trump e distribuição de conteúdo às bases pelos parlamentares “raiz”, mantendo acesa a chama da militância digital. Já o senador Rogério Marinho (PL-RN) foi despachado para interlocução com a Faria Lima. Essa movimentação se justifica pois há no meio político uma quebra de confiança e leitura de que Flávio segue, mas com menor chance entre não polarizados que definirão a eleição.

É nesse contexto que Zema e Caiado concluem: se no nicho do eleitorado não polarizado já é difícil cavar caminho para um, o que dirá para três. Há Renan Santos (Missão), antibolsonarista e antilulista, em melhores condições de se apresentar para esse público como uma alternativa “independente”. Por isso, Zema e Caiado começam a discutir uma composição........

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