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O jardineiro da campanha de Zema

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24.04.2026

O ex-governador Romeu Zema (Novo) queria entrar em campo. Passou sete anos chutando o seu antecessor, Fernando Pimentel (PT), sem grande impacto. Mérito algum em atacar o derrotado. Durante os anos Bolsonaro, fez vistas grossas para o atraso na vacinação, o descaso nas medidas de controle e a falta de uma política nacional uniforme para o enfrentamento da pandemia de Covid-19. Durante os anos Lula (PT) ganhou, enfim, nova voz, um “inimigo” vivo para chamar de seu. As críticas ao PT, a Lula e ao governo federal pelas mídias digitais tornaram-se tão corriqueiras, que já não o destacavam.

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Desde agosto de 2025 pré-candidato à Presidência da República e em constante périplo pelo país, sem que por isso reagisse nas pesquisas de intenção de voto, Romeu Zema precisava desesperadamente de chuteiras e, quem sabe, até um parceiro para uma tabela. Viu a oportunidade. Em seu pior momento de desgaste, o STF era a bola da vez. Começou chamando a instituição de “podre” e foi subindo o tom, à medida em que o caso Master ia transbordando para dentro da Corte. Foi logo pedindo a “prisão” de ministros, sem direito ao devido processo legal. Em 12 de abril, em debate na Associação Comercial de São Paulo, abriu o leque para mais uma investida: “Não tem corrupção no Novo. No PL eu acho que tem algumas frutas podres lá”. Depois de afirmar que no PL, “alguns lá, talvez” sejam antidemocráticos, retomou o alvo: “Esses dois [Dias Toffoli e Moraes] pra mim não merecem só processo de impeachment, merecem prisão”, afirmou Zema.

Dois dias depois, pelo X, o ex-governador mineiro, enfim,........

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