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Cálculo e sobrevivência na sucessão presidencial

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21.05.2026

Projetando estratégias diferentes, Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) acompanham os desdobramentos do escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Todos os três pré-candidatos à Presidência da República concorrem na mesma faixa do eleitorado e são “sufocados” pelo desempenho do filho 01, que para além do eleitorado “bolsonarista raiz”, também converge para si os eleitores não bolsonaristas antipetistas, mantendo o protagonismo no campo que enfrenta o lulismo.

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O caso já afeta o teto de crescimento da candidatura de Flávio Bolsonaro, o que já se evidencia na primeira pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, 19. Por ora, a primeira radiografia pós-crise sinaliza para o enfraquecimento de Flávio Bolsonaro, mas não em intensidade que permita a Zema, Caiado e Renan Santos sonhar com a possibilidade de alcançarem o segundo turno contra Lula, onde todos apresentam similar patamar de competitividade.

Para Zema, Caiado e Renan Santos, o adversário no primeiro turno não é Lula. Embora mirem e disparem contra o petista para reiterar ao seu campo político que têm um “adversário comum”, os três sabem que dependem do esvaziamento de Flávio Bolsonaro para que tenham espaço de crescimento. Ao serem divulgados os áudios de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro, Zema saiu na frente. Atirou, indignando aliados de Flávio Bolsonaro, mas somando pontos na preferência do eleitorado: saiu de 3,1% das intenções de voto em abril para 5,2% em maio – portanto crescimento de 70% em um mês –, segundo a Atlas/Bloomberg.

O ex-governador de Minas, que já havia ganhado visibilidade em........

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