Rotina não é rigidez: é estratégia cerebral
*** Ângela Mathylde Soares, PhD em Saúde Mental e Neurociências Cognitivas
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Os brasileiros vivem uma cultura que confunde rotina com monotonia. Para muitos, organizar horários, estabelecer hábitos e repetir comportamentos, diariamente, parece sinônimo de rigidez ou falta de espontaneidade. No entanto, a neurociência aponta exatamente o contrário: a rotina é um mecanismo sofisticado de economia cerebral.
O cérebro humano consome cerca de 20% da energia corporal, embora represente apenas 2% do peso. Cada decisão, por menor que seja, exige um processamento cognitivo. Quando resoluções simples — como horário de acordar, momento de se alimentar ou iniciar o trabalho — são automatizadas, o cérebro reduz o gasto energético e preserva recursos para tarefas mais complexas.
Vale alertar que não se trata de preguiça neural. É eficiência........
