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Opinião | Calar, responder no mesmo tom ou relevar as coisas pequenas?

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04.01.2026

Fim das festas, enfim. Imagino que seus encontros com a família, colegas e comidas fartas tenham feito emergir o tema do autocontrole. Exemplo: ouvir coisas difíceis e não responder imediatamente pelo bem da harmonia do lar ou do emprego. Ver muita comida e bebida e ingerir só o suficiente. Driblar o cansaço do final do ano e conversar com a tia idosa que reclama da artrite. Continuar “fazendo social” além do momento de esgotar a bateria familiar. Não gritar. Não beber em excesso. Sorrir. Atender. Avançar com a vida sem deixar vítimas pelo caminho e sempre pensando que o cadáver simbólico pode ser você. Queimar-se no altar da paz em sacrifício, como cordeiro imolado para que ninguém fique ofendido, magoado, ressentido. Basicamente, isso dominou o final do ano de muitos.

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Autocontrole é louvado pela Bíblia. No Livro dos Provérbios, Salomão nos indica que uma pessoa sem controle é como uma cidade de muros derrubados: vulnerável para os inimigos (Prov 25,28). Antes da pólvora, os muros eram a única segurança contra invasores. Perdê-los (como a bíblica Jericó) era ser escravizado e saqueado. O texto indica que alguém controlado é alguém que se defende. Baixar a guarda, gritar, bater, desesperar-se seria pura capitulação.

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