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Opinião | O equívoco da jornada reduzida por decreto

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16.02.2026

A discussão sobre a redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais, no modelo da escala 4x3, ganhou tração no Congresso Nacional e nas redes sociais sob o manto de uma aparente modernização das relações laborais.

No entanto, ao analisarmos as entranhas da economia real – e, especificamente, o setor imobiliário, que é um dos maiores termômetros da atividade nacional –, o que se apresenta não é um avanço social, mas um risco estrutural de proporções severas.

A medida, embora sedutora no discurso, ignora a realidade da produtividade brasileira e os fundamentos do crescimento sustentável.

O momento para tal debate não poderia ser mais inoportuno. O Brasil ainda trilha um caminho de recuperação pós-pandemia, fustigado por juros elevados, inflação persistente e uma instabilidade fiscal que exige prudência.

Antes de alterarmos o artigo 7.º da Constituição, precisamos enfrentar questões que realmente travam o País: equilíbrio fiscal, segurança, educação e saúde públicas, melhoria da mobilidade urbana, desburocratização e redução dos encargos trabalhistas.

Atualmente, o ônus sobre o salário pago ao trabalhador beira os 120%. Ignorar esse “custo Brasil” e impor uma redução de jornada sem diminuição salarial........

© Estadão