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Notícia | Cibra revê metas em 2026 para manter crescimento

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23.02.2026

A Cibra, uma das cinco maiores fabricantes de fertilizantes do País, ajustou sua rota para 2026 diante de um cenário de aperto no campo. A companhia encerrou 2025 com quase 4 milhões de toneladas de adubos entregues, crescimento anual de 5%, abaixo dos 15% projetados. Para este ano, a ordem é manter o “pé no chão”, diz Raphael Nezzi, CFO da Cibra.

Ele prevê ampliar em 5% o volume comercializado de fertilizantes, pouco acima do número de 2025. “É desafiador porque a descapitalização do produtor e o aperto no crédito limitam o crescimento da cadeia, mas acreditamos em uma estabilização das margens este ano”, diz. A Cibra projeta receita de R$ 9,5 bilhões em 2026, ante R$ 8,7 bilhões de 2025.

Para contornar a restrição de crédito, que afeta as revendas e produtores, a Cibra aposta nos Fundos de Investimento Agroindustriais (Fiagros) como combustível para as vendas. Dispõe de R$ 350 milhões estruturados em dois fundos e tem auxiliado clientes a montarem suas próprias estruturas de recebíveis.

A Cibra projeta aporte anual de R$ 70 milhões em modernização e manutenção das fábricas. O foco é obter ganhos de até 10% de eficiência nas unidades mais antigas como a de Camaçari (BA), diz Nezzi. Neste ano, a fabricante quer consolidar a presença no “Mapito” (região formada pelos Estados de Maranhão, Piauí, Tocantins) e em Mato Grosso.

A TracNew, distribuidora de pivôs de irrigação da Lindsay, fabricante americana líder no setor, nasceu em janeiro e já neste trimestre deve atingir a receita prevista para o ano, de R$ 50 milhões. O investimento feito na nova empresa pela Tracan e a New Irrigação, do interior de São Paulo, foi de R$ 30 milhões em capital próprio para estruturar a operação em Araçatuba (SP) e montar filial em Paranaíba (MS). “A demanda está acima do esperado”, diz Artur Monassi, fundador do Grupo Tracan.

Produtividade ameaçada

A ideia é em cinco anos ter sete lojas em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, região que concentra 65% dos canaviais brasileiros. A seca derrubou a produtividade local de 84 para 65 toneladas de cana por hectare nos últimos três anos. “Irrigação virou prioridade número um do produtor. Ela reduz risco e dá previsibilidade”, diz Cristiano Trevizam, diretor comercial da Lindsay. A empresa também vende sistemas para soja e milho e aposta na consolidação regional antes de avançar para novas praças.

A BFB Foods, fabricante mato-grossense de beef sticks, projeta para este ano crescimento global de 90% tanto em volume quanto em receita. O mercado externo representa 70% de suas vendas. Hoje está habilitada a exportar para 15 países, incluindo Japão, Emirados Árabes e Hong Kong. A empresa produz 8 milhões de unidades mensais de beef sticks e tem capacidade instalada para 40 milhões, o que dá suporte ao crescimento, sem necessidade de grandes investimentos adicionais.

Adquirida pelo Grupo MC Empreendimentos em 2024, a companhia tem no mercado brasileiro 30% das vendas, com crescimento projetado de 80% este ano. O desempenho deve ser puxado pelo lançamento de produtos com o dobro de proteína em relação aos que hoje compõem o portfólio. “Vemos uma demanda crescente por proteína, impulsionada pela nova pirâmide alimentar e pelo uso de medicamentos para emagrecimento”, diz Ana Gabriela Becker, diretora do Grupo MC Empreendimentos. A empresa não divulga faturamento.

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A ex-ministra da Agricultura e senadora Tereza Cristina (PP-MS) pretende brigar por um projeto de desenvolvimento nacional em uma nova frente: o Instituto Diálogos, no qual presidirá o Conselho de Administração a partir desta semana. O novo “think tank” será voltado ao debate e à proposição de políticas públicas. O instituto não terá vinculação partidária e envolverá os setores privado, público e acadêmico. Temas e setores como agronegócio, infraestrutura, geopolítica, desenvolvimento sustentável e tecnologia estarão nos debates. “Nosso interesse é reunir quem pensa o Brasil e transformar as reflexões em propostas efetivas”, diz ela.


© Estadão