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Notícia | Michelle Schneider: ‘Quem souber usar IA vai se destacar no mercado’

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20.02.2026

Depois de 20 anos e passagens por empresas como TikTok, Google e LinkedIn, Michelle Schneider deixou o mundo corporativo para empreender. Agora, se dedica a estudar o futuro do trabalho e a Inteligência Artificial.

Michelle passou as últimas semanas no interior de São Paulo se preparando para outro desafio: o South by Southwest, festival de inovação realizado no Texas, nos Estados Unidos. Há quase 10 anos frequentando como visitante, será a primeira vez que Michelle irá a Austin como palestrante do evento principal.

Segundo ela, apesar de fazer palestras por diversos lugares do mundo, a participação no SXSW tem um gosto especial por reunir especialistas que já entendem do assunto. “Tirei um mês para rever meu storytelling e qual novidade vou levar”, conta à Coluna, completando que, por ser um evento já frequentado por quem entende do assunto, a barra será muito alta.

São Paulo Innovation Week

Para quem não puder acompanhar as discussões sobre o futuro do mercado de trabalho nos Estados Unidos, há um oportunidade aqui no Brasil. A Michelle Schneider foi escolhida como curadora do tema na São Paulo Innovation Week, festival global de tecnologia e inovação promovido pelo Estadão em maio. À Coluna, Michelle contou que separou as discussões em três pilares: reprogramando o trabalho, Inteligência Artificial e Saúde Mental.

O primeiro vai abordar os novos modelos de trabalho. “Estamos indo para um mundo onde o trabalho será por projeto, por skills, e não por carga horária. Vamos repensar, não necessariamente o que nos trouxe até aqui, mas o que vai nos levar para o caminho certo”, conta Schneider.

No segundo tema, sobre IA, a ideia é mostrar empresas brasileiras que estão dando exemplo no uso da ferramenta. Essa discussão deve contar com a presença do futurista Ian Beacraft.

Já o terceiro vai reforçar o papel humano e as relações interpessoais, deixando claro que a inteligência emocional e a saúde mental serão fundamentais no futuro do mercado de trabalho.

Michelle ainda quer abordar o lado social e discutir o futuro do trabalho e as favelas. Para esse debate, a ONG Gerando Falcões já é presença confirmada.

“Seu emprego vai existir daqui cinco anos?”

É com essa pergunta que a Michelle vem abrindo as palestras realizadas ao redor do mundo. Mas o questionamento, na verdade, não tem resposta. Por mais que existam dezenas de pesquisas tentando traçar o que vem pela frente, ninguém sabe ao certo qual será o impacto da Inteligência Artificial no mercado de trabalho - a única convergência, de acordo com Schneider, é que haverá transformações.

Segundo ela, é possível se preparar para o futuro entendendo que emprego é diferente de tarefa. “A IA não substitui o emprego. O emprego é composto por várias tarefas. O exercício que eu provoco nas pessoas é cada um, dentro da sua realidade, olhar para si e quais tarefas fazem parte do seu emprego”. O primeiro passo? Usar a própria IA para entender o que, no dia a dia, é passível de automatização e o que não é.

Apesar das incertezas, outro ponto que Michelle coloca como certo: quem souber usar a IA melhor vai se destacar. “Eu imploro para as pessoas levarem a IA mais a sério e entenderem como usar. Não é usar o ChatGPT para pedir receita ou escrever um e-mail que vai te dar ganho de produtividade, e também não é isso que vai tirar o seu emprego”, explica.

É preciso manter um bom repertório para alimentar a criatividade, investir em letramento tecnológico, inteligência emocional e saúde mental.


© Estadão