A privacidade que só vale na Assembleia da República?
Há qualquer coisa de profundamente revelador na forma como os nossos deputados decidem, num mesmo período de tempo, duas coisas aparentemente contraditórias: recusam mais videovigilância nos corredores do Parlamento, invocando a privacidade e a liberdade de circularem e conversarem sem se sentirem observados; e, ao mesmo tempo, muitos dos partidos continuam a defender, ou a aceitar sem grande resistência, o alargamento da videovigilância nas ruas, nos transportes públicos e nos espaços de uso comum, como instrumento de combate à criminalidade.
O pretexto para a recusa não podia ser mais claro. Depois do alegado assalto ao gabinete de André Ventura, um grupo de trabalho com elementos da PSP e da GNR propôs reforçar a videovigilância interior no........
