O mito do “Estado que dá”: o dinheiro é nosso, a incompetência é deles
Quando a natureza se manifesta com fúria em Portugal, o guião é tão previsível quanto o atraso do socorro estatal. Mal as águas baixam (ou os incêndios se apagam) surgem as duas faces da mesma moeda estatista - a esquerda e a direita coletivista - a disparar em uníssono. Uma a acusar os “ultraliberais” de silêncio nestas situações, porque “só o Estado pode salvar” as pessoas; outra a clamar pela intervenção em nome do “interesse nacional” ou da “proteção das populações”. É uma vitória pírrica do dirigismo, assente numa inversão de raciocínio que envenena o debate: a ideia de que o Estado possui recursos próprios e que, por uma bondade intrínseca, decide partilhá-los com os súbditos em agonia.
É preciso repor a verdade básica: o Estado não ‘dá’ nada. O Estado não produz riqueza, nem cria um cêntimo. Tudo o que os agentes políticos e........
