A gestão do território integra a prevenção de catrástrofes
A gestão do território integra a prevenção de catrástrofes
A ciência urbanística, envolve forçosamente a prevenção e a reação a catástrofes, em todas as suas perspetivas.Os episódios catastróficos, devem ser equacionados com exigência minuciosa como se projeta a habitação e se providenciam as infraestruturas básicas.O estudo é a prática da gestão do uso do solo, exigente e minucioso, regula a utilização do território como sustentáculo da vida, deve prevenir e reagir a ocorrências catastróficas, mas continua em embrião.
A CIÊNCIA DO TERRITÓRIO É ESSENCIAL COMO GARANTIA DE SEGURANÇA
Gerir o território, representa a ciência fundamental, com a dignidade que justifica a nossa segurança, o bem estar no seu nível básico, bem como, a qualidade de vida.
Será que, perante fenómenos catastróficos, como nas inundações devastadoras que enfrentamos, nos mega incêndios, ou eventuais sismos, a realidade reflete a existência de um sistema objetivo e eficaz de prevenção ou reação apropriados?
Encontra-se disponível a informação que nos garante, que são comuns e usuais, mecanismos de vigilância permanente e transversal de todo o território, por via satélite ou através de drones, que podem e devem ser utilizados em situação de catástrofe, tanto na prevenção, despoletando alertas, como na reação.
Os sistemas de informação geográfica de última geração utilizando tecnologia avançada, são há muito uma realidade extraordinária, que permitem antecipar ocorrências desde incêndios como inundações, deslizamentos e muito mais.
A existência de sistemas de sensores pluviométricos de elevadíssima precisão, entre tantas outras ferramentas tecnológicas, são há muito utilizadas noutros países e detetam a quantidade de água por metro quadrado e por fração de tempo, quantificando os cursos irreversíveis, permitindo a previsão antecipada de cheias de maior dimensão.
O que falha para que não sejam utilizados em Portugal?
SISTEMAS DE ALERTA PRECOCE E GESTÃO INTELIGENTE SÃO ESSENCIAIS
A tecnologia surge assim, como uma aliada indispensável na prevenção e na reação a catástrofes.Os drones equipados com tecnologia apropriada observam, analisam e fornecem dados preciosos, em pormenor, sobre zonas de risco.
Os mapas digitais permitem analisar os locais sujeitos a catástrofes.As imagens obtidas por satélite, em direto ou não, permitem acompanhar eventos resultantes das alterações climáticas e no território ao longo do tempo.Quando utilizadas em articulação e de forma estruturada, estas ferramentas representam um apoio excecional na deteção antecipada de perigos e a preparar medidas de prevenção e respostas mais rápidas e eficazes.Países como a Suíça e Itália, utilizam com grande sucesso, estes mecanismos de prevenção e alerta.
MUITOS HOSPITAIS E INFRAESTRUTURAS FUNDAMENTAIS, EM SITUAÇÃO DE CATÁSTROFE, ENTRARÃO EM COLAPSO
As próprias redes de infraestruturas essenciais, demonstraram estar em risco acrescido, pela sua frágil ou inexistente.A deficiente e inadequada gestão do território acrescenta perigosidade às consequências das alterações climáticas irreversíveis, com episódios cada vez mais frequentes.
As torres e postes de transporte de energia ou infraestruturas, não suportam as elevadas velocidades dos ventos resultantes das alterações climáticas, pois foram projetados para resistir aos ventos mais suaves do século passado.Estas soluções e conclusões estão muito longe de representar a dramatização da realidade. Representam, nem mais nem menos, do que a própria realidadeImporta conhecer as causas da inoperância dos sistemas em uso. antecipar, prevenir e utilizar as novas ferramentas disponíveis.Nestas situações extremas, há sempre e inesperadamente vidas em risco, em cada segundo!Saibamos utilizar.Para ler o artigo anterior do autor, clique aqui.* Urbanista
