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O verdadeiro bloqueio da produtividade portuguesa

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10.05.2026

Portugal não precisa apenas de rever leis laborais; precisa de uma revolução empresarial. Sem exigência de qualificações mínimas para gerir empresas, continuaremos presos a PME’s frágeis, pouco produtivas e avessas à fusão. A competitividade não se constrói precarizando trabalho, mas qualificando liderança, ganhando escala e inovando. Perante os desafios colocados à economia portuguesa e ao tecido empresarial – nomeadamente a necessidade de inovar, competir e elevar os níveis de produtividade – torna-se evidente que a fragilidade estrutural de parte significativa dos empresários constitui um entrave relevante ao desenvolvimento económico. O facto de cerca de metade dos gestores portugueses possuir apenas o ensino secundário ou menos limita a capacidade de adaptação estratégica, de incorporação tecnológica e de transformação organizacional das empresas. O debate público tende, contudo, a centrar-se sobretudo na revisão do Código do Trabalho, frequentemente........

© Diário do Minho