IA: entre o progresso necessário e os limites humanos
“É provável que coisas improváveis aconteçam”, recorda o professor A. Betâmio de Almeida num texto de opinião sobre Inteligência Artificial, publicado no jornal Público, retomando Aristóteles, para enquadrar um tempo em que a fronteira entre o possível e o impossível se torna cada vez mais difusa. Esta ideia justifica a reflexão que hoje se impõe: perante a aceleração tecnológica, não basta acompanhar o que é possível fazer, importa decidir o que faz sentido permitir, valorizar e preservar. A história mostra-nos que o avanço científico e técnico tem sido motor de desenvolvimento económico e melhoria das condições de vida e a Inteligência Artificial surge como mais um desses saltos, com potencial para responder a desafios complexos, da sustentabilidade ambiental à organização das sociedades, como demonstra a criação da plataforma europeia que promove a partilha de dados, ferramentas e capacidade computacional entre........
