Fazer de conta que se proíbe: o perigo!
A decisão desta semana do Parlamento de restringir, aos menores de 16 anos, o acesso às redes sociais, levanta muitas dúvidas no meio de alguma satisfação que uma medida desta natureza possa pretensamente querer alcançar. Por um lado, temos a total proibição de acesso a menores de 13 anos e, por outro, a assunção da responsabilidade parental na autorização para que a partir daquela idade, os menores possam aceder até terem total liberdade de o fazer sem qualquer controlo como o faziam até aqui. Já não tenho filhos nessa faixa etária, mas é fácil imaginar a onda de conflitos familiares a que vamos assistir; desde as “chantagens” entre pais e filhos, conflitos entre irmãos e negociações às escondidas dos mais novos com os mais velhos, ou não fora o “fruto proibido o mais apetecido”. Como tem acontecido com outras matérias, o Estado toma decisões pela metade, sem ponderar a........
