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O “negócio do riso”

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19.01.2026

 



 

 



 

Quando eu era miúdo andava sempre, como se diz na gíria, de tacha arreganhada. De tal forma, que havia quem me dissesse mais parecer um maluquinho. Mas hoje, quem não se juntar ao grupo coral da risota, sujeita-se ao repulso do mesmo. Se o caro leitor acha que não é assim, pense por que razão vemos tantos dentes brancos como a neve, bem alinhados e uniformes, como fator de inclusão. Para isso é que proliferam as Clínicas Dentárias em franca expansão no nosso país. E quem não gosta de ver uma cremalheira resplandecente? Eu cá por mim gosto e, até, acho saudável. Cito, a propósito, uma vizinha minha que tinha os dentes encavalitados e, de repente, surgiu com uma dentuça bem implantada. Dei-lhe os parabéns por já poder sorrir à-vontade, só que me respondeu: pois, mas é graças ao custo de um “Mercedes” que trago na boca! 

Pois bem, raro é o programa televisivo de entretenimento em que não se use e abuse das risadas, ao ponto de me interrogar sobre se........

© Diário do Minho