Preparados para a festa, não para o drama
Pude testemunhar in loco, com espanto e emoção, o rasto de destruição e desalento que a passagem da tempestade Kristin deixou em Portugal.
Trouxe dor, trouxe perdas, muitas delas irreparáveis, e deixou um rol de perguntas sem resposta.
Num país habituado a celebrar festividades com pompa e fogo‑de‑artifício, continuamos dramaticamente pouco preparados para as catástrofes, sobretudo quando o céu se fecha e a chuva cai com fúria.
É como se vivêssemos para o espetáculo, mas recusássemos o ensaio para o imprevisto.
No verão, os incêndios espalham pânico. No inverno, repetem‑se as imagens de sempre: estradas cortadas, famílias desalojadas, linhas........
