O urbanismo também determina como envelhecemos
A autonomia de uma pessoa pode perder-se num passeio demasiado estreito, numa passadeira inacessível ou numa paragem de autocarro sem abrigo ou enfiada numa valeta. Sem políticas de promoção da natalidade, Braga, tal como o país, está a envelhecer. Mas o território continua demasiado desenhado a contar apenas com pessoas jovens, saudáveis e, sobretudo, motorizadas.
A ausência de passeios, os passeios estreitos ou degradados, os carros estacionados sobre o espaço pedonal e as passadeiras sem continuidade são pequenos incómodos para uma pessoa jovem. Já para uma pessoa com deficiência, mobilidade reduzida ou para um idoso, podem tornar-se um impedimento à deslocação.
Num concelho onde os períodos de calor são cada vez mais frequentes e intensos, a falta de sombra, bancos e bebedouros afasta muitos idosos do espaço público. Mas também a chuva cria barreiras: passeios inundados, buracos escondidos pela água, calçada........
