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Os estilhaços das presidenciais

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03.02.2026

A crise nos partidos tradicionais portugueses não é de agora. As legislativas de 2025 deram um grande contributo, sobretudo, na direita do espectro político, com estragos significativos. À esquerda já tinha acontecido quase uma década antes. Com as presidenciais de 18 de Janeiro último os estilhaços na direita serão, com toda a certeza, ainda maiores. Luís Montenegro pensou nele próprio e absteve-se de tentar consertar o movimento inexorável em curso.

Seria incorrecto fazer uma transposição directa dos resultados das eleições presidenciais para actualizar as preferências partidárias dos eleitores em eventuais eleições legislativas. Mas, que marcam uma certa tendência, disso parece não haver dúvida. Se houve candidatos mais independentes com potencial ganhador, casos de António José Seguro e Henrique Gouveia e Melo, houve outros que foram candidatos tipicamente partidários, tenham sido os próprios a anunciar as suas candidaturas ou sido anunciados pelas........

© Diário do Minho