O valor da UE nos 40 anos da adesão de Portugal
Na avaliação que aqui enfatizamos a propósito dos quarenta anos de integração europeia de Portugal, e tendo em mente a intrincada conjuntura internacional, é imprescindível não descurar o essencial: a União Europeia é mais necessária do que nunca para fazer face às ações deploráveis do Kremlin, ao fanatismo dos jihadistas, e a todos os tipos de populismos, bem como para obstar a quaisquer impérios que se possam estar a formar, seja qual for a sua capa, a sua designação, ou a sua lógica. Porquê? A UE continua a ser a mais admirável construção política de cooperação internacional no mundo de hoje, combinando paz entre os seus membros – um arco inestimável que vai do Atlântico ao Mar Negro e da Lapónia ao Mediterrâneo – com instituições multilaterais, democracia social, e economia de mercado. Só a UE revela ter a experiência de governação colaborativa acumulada para responder aos desafios atuais que não podem ser resolvidos por um país isoladamente. É fundamental, pois, ter consciência dos constrangimentos presentes, desde os dilemas associados aos conflitos no seu entorno passando pelas alterações climáticas e as múltiplas exigências da economia globalizada, até às mais prementes questões sociais e migratórias.
A União Europeia representa uma efetiva alternativa de paz para o continente, algo sem paralelo na história fratricida entre os europeus. Afigura-se fundamental relembrar Romano Prodi para quem o projeto europeu é essencialmente um processo político para prevenir guerras no seu seio. Essa vocação pacífica permite à UE explorar um papel central de moderação devendo........
