Por Entre Linhas e Ideias
Para que serve uma tarde em que não fazemos nada? Esta é a minha quinquagésima crónica e quero agradecer aos leitores do Diário do Minho e do nosso Minho e a todos os que me acompanham online, por todo o país. Tenho recebido mensagens, palavras de incentivo e opiniões diferentes, que também me obrigam a repensar algumas ideias. Chegar à meia centena é especial porque há leitores desse lado a acompanhar este percurso por entre linhas e ideias.
Caros leitores, hoje trago-vos uma palavra que o nosso tempo olha com desconfiança. Falo do ócio, tantas vezes confundido com preguiça ou perda de tempo. Agosto é talvez o mês certo para falar do ócio, porque temos mais tempo para abrandar e perceber que descansar não é perder tempo.
Ora, para os gregos, o ócio era scholé, um tempo livre das tarefas imediatas e dedicado ao pensamento, à conversa e à aprendizagem. Aristóteles escreveu que “trabalhamos para ter ócio”, lembrando-nos de que o trabalho não deveria ocupar........
