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Por Entre Linhas e Ideias

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03.06.2026

O que é, afinal, ser pessoa, num tempo em que a inteligência parece já não pertencer apenas aos humanos? Esta crónica pretende ser, antes de tudo, um tributo à vida e à obra de Edgar Morin, pensador francês que morreu recentemente aos 104 anos e que nos deixou uma das grandes lições intelectuais do nosso tempo, a de que compreender o mundo exige ligar aquilo que tantas vezes a escola, a política e a vida separam.

Esta pergunta acompanhou-me na passada segunda-feira, quando estive na Escola Secundária de Penafiel, como convidado para integrar o júri da final do Torneio da Retórica. Os alunos debateram se o progresso tecnológico, hoje tão marcado pela Inteligência Artificial, nos torna melhores pessoas. Percebia-se que a questão ia para além da tecnologia, porque no fundo perguntávamos o que ainda distingue a inteligência humana das ferramentas que hoje a imitam.

É neste contexto que a morte de Edgar Morin surge de forma especial. Foi um dos grandes pensadores da complexidade humana, alguém........

© Diário do Minho