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OS DIAS DA SEMANA É preciso pôr fim à violência contra as crianças e jovens

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01.03.2026

Uma criança, aluna de um estabelecimento de ensino básico do distrito de Braga, ficou, recentemente, paralisada de pânico – literalmente paralisada – em consequência de ter sido vítima de violência escolar. Nada sabemos sobre o que se irá passar com esta criança, com que sequelas ficará, que medos a torturarão e durante quanto tempo, como prosseguirão os seus estudos, como crescerá, como encarará o futuro.

A ocorrência, como tantas vezes sucede em casos de bullying, com uma gravidade mais ou menos idêntica, não saiu nos jornais. Ainda que haja, pontualmente, uma ou outra situação capaz de suscitar algum alarido e comoção, a violência escolar é um problema muito erradamente subestimado. Mas não deveríamos ignorar e ficar indiferentes perante este género de dramas que quotidianamente têm lugar nas nossas escolas. E eles impõem-nos a obrigação de agir.

No início desta semana, Tedros Adhanom Ghebreyesus, director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), subscrevia um apelo público aos governos para intensificarem as medidas para pôr fim à violência contra as crianças. A OMS tem, aliás, dito que “a violência contra crianças é uma crise global, que inclui abuso físico e emocional, negligência, bullying, violência sexual e outras........

© Diário do Minho