Muros em vez de pontes
Caminhamos para um mundo cada vez mais de muros em vez de um mundo cada vez mais de pontes; e enquanto as pontes abrem espaços ao convívio, ao diálogo, à solidariedade e à paz, os muros fecham portas a todas as veleidades de convivência, repartição e urbanidade.
Daqui resulta a transformação do mundo numa selva de violências, explorações e medos; e a esta verdade não são alheios os alçapões, as barreiras, os não-lugares.
Nunca como hoje as pessoas vivem silenciosas, ausentes, como autênticos autómatos; e, mesmo no meio umas das outras, ou por vontade própria ou alheia, por força de estruturas criadas pelos homens ou alienadas pela Natureza, cada vez mais cercadas estão de vazios e opressões, de monólogos e indiferenças, naquilo a........
