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Munique 2026: o Direito Internacional deve dizer não à força bruta

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30.01.2026

A Conferência Anual de Munique sobre a segurança internacional vai decorrer de 13 a 15 de fevereiro. É um acontecimento marcante no debate político global: basta recordar a intervenção fraturante do vice-presidente norte-americano, JD Vance, no encontro do ano passado, para compreender a relevância da reunião.

Agora estamos numa fase ainda mais complicada. Como disse há dias em Davos o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, encontramo-nos numa situação de rutura permanente, numa era de “bruta realidade”, onde as grandes potências usam o comércio e a força como armas de coerção. Tem razão, em grande medida. A sua constatação já foi por mim referida em textos recentes.

Repito, todavia, que não podemos deixar-nos vencer nem pelo pessimismo, nem pela irracionalidade e a violência dos autocratas. Baixar os braços não é solução. O mundo não está condenado a ser governado por narcisistas, nem por ditadores ou por tresloucados. Mahatma Gandhi terá lembrado que “sempre houve e há tiranos e assassinos e, por algum tempo, até parecem invencíveis, mas, no final, sempre tombam… sempre!”

Os discursos que irão ser pronunciados em Munique estão a ser redigidos. Parece-me, por isso, ser o momento de partilhar uma série de ideias sobre temas que me parecem prioritários.

Começarei por citar Kofi Annan, com quem trabalhei vários anos: “A nossa missão é colocar o........

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