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A diplomacia do engano: guerra e cinismo em tempos de Páscoa

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02.04.2026

Entramos neste período da Páscoa judaico-cristã com um mundo marcado pela instabilidade, pela violência prolongada e por uma inquietante normalização da guerra. Da Ucrânia ao Médio Oriente, passando pelo Irão, acumulam‑se conflitos que expõem não apenas a marginalização da diplomacia tradicional, mas também um cinismo crescente nas relações internacionais. Em vez da busca da paz, assiste‑se à instrumentalização da diplomacia como cavalo de Tróia para a força e a agressão, ao desprezo sistemático pelo Direito Internacional e à erosão acelerada da ordem multilateral construída após 1945.

De qualquer modo, este é um dos períodos do ano que exigem que se fale ainda mais alto, e com toda a coragem, sobre a importância da paz e da ética na política e na vida.

No caso do Líbano, a resposta é clara: a violência, e a gravíssima crise humanitária que o país enfrenta, não têm fim à vista. O governo de Benjamin Netanyahu aposta na guerra e na destruição das forças que classifica como inimigas. As ações do seu governo têm igualmente um impacto muito negativo sobre a imagem internacional e o futuro de Israel, algo que não me parece receber a atenção devida. O povo israelita está prisioneiro de uma coligação de fanáticos extremistas, que manipula a opinião pública do país e usa o racismo, a ilusão de uma crença étnico-religiosa e o medo como instrumentos de consolidação do poder.

Netanyahu........

© Diário de Notícias